É engraçado fazer cursinho pré-vestibular. Acho que é o terceiro que estou fazendo e
dessa vez é sério, pretendo passar no vestibular agora no meio do ano e coçar o saco até fevereiro do ano que vem, viajando entre Porto Alegre - Florianópolis - Maringá.
Mas o mais interessante é o tipo de “colegas” que eu tenho. Eu já fiz cursinho no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e agora no Paraná.
Acho que a turma mais burra que eu já vi foi a daqui, do Paraná [mas meu companheiro nipônico é um gênio de exatas].
Como todo gaúcho, eu sou metida, bairrista e mesmo odiando a última cidade que morei no RS, ainda acho que lá é tudo melhor. Desde pessoas até o tipo de lixo gerado. ÓBVIO que isso não procede, mas eu nunca vou admitir que existe lugar melho no mundo que o Rio Grande do Sul hoho.
E gaúcho odeia paulista, assim como catarino odeia gaúcho e assim como paulista odeia nordestino.
Para nós, no Rio Grande do Sul, São Paulo é o inferno e o resto é Floresta Amazônica com Ãndios.
Vou exemplificar melhor:

Gentilmente roubada emprestada do Blog do Pisa
Na parte azul podia ser excluÃdo Santa Catarina.Mas parando com a enrolação e chegando ao ponto crÃtico: eu sou tão inteligente quanto um camarão, com a diferença que não tenho merda na cabeça, ao menos no sentido literal.
Mas eu gosto de escrever certo.
CLARO, que eu cometo erros homéricos de concordância e às vezes até de conjugação, mas arrisco dizer que NUNCA eu vou escrever uma palavra errada ou até mesmo inventar uma qualquer.
Sou meio neurótica com isso desde a 4ª série, chegava a corrigir os “adultos” na frente de todo mundo. Hoje eu entendo porque geralmente não me deixavam ouvir as “conversas de adultos”.
Fato é que eu gosto de escrever, mesmo que não tenha leitores para tal atividade. E vivo corrigindo os outros, quando me convém.
Estou quase decidida a prestar vestibular para Letras Português/Inglês e como não poderia deixar de ser, as aulas que nunca falto [se não forem à tarde :x] são as de Redação.
Eis que na primeira aula de Redação a professora pergunta para a sala, que tem uns 120 alunos ou mais, como se escreve a palavra exceção.
E os lindos começam a soletrar:
E - X [pensei "ufa! eles sabem escrever"] - C - E - SS nessa hora quase dei um grito e a professora fez cara de cu.
Algumas pessoas se confundirem às vezes eu entendo.
Mas UMA SALA INTEIRA assassinar o português com orgulho me faz cair o cu da bunda.
Sim, eu sou insuportavelmente chata.