Arquivo de June, 2009

Sobrevivendo no vácuo

Sou muito fera! Sobrevivo 1 minuto e 11 segundos no espaço! Oh!
É mais do que eu aguentaria embaixo d’água.

How long could you survive in the vacuum of space?
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Pergunta feita ao Google: Como passar no vestibular?

Resposta: Estudando. Ou agendando a prova de vestibular em alguma faculdade particular.

Greta

Sexta-feira passada mandaram sacrificar a Greta, a Rottweiler de 11 anos do meu namorado. Ela já não comia, levantava da cama ou sequer tomava água, estava desidratada e emagreceu muito rápido nas últimas semanas, provavelmente morreria de inanição em alguns dias.

Após um exame de sangue a veterinária constatou que ela estava com câncer e, provavelmente, sofrendo.

O engraçado é que ela nunca reclamava; não chorava quando queria levantar para voltar para a caminha ou para sair e fazer suas “necessidades” fora dela. Muito menos por sentir dor. Ao contrário da Lana, que só de segurar a pata para tirar sangue começa a chorar como se estivessem esfaqueando-a.

Greta Garbo Nakamura

Eu fiquei meio triste, afinal, é um bichinho vivo, mesmo que eu não tivesse muito contato com ela. Quando a Lana ficou internada na clínica, quase morri chorando, imagina mandar matar um cachorro? Eu sei que “mandar matar” é uma expressão meio forte, mas tecnicamente é bem isso que acontece.

Não sei se concorco com “eutanásia canina” (ou seja lá como se chama isso), nunca pensei realmente sobre isso. Na teoria parece tão simples “mandar matar para aliviar a dor”. Mas então imagino se a situação fosse com uma pessoa, não com um cachorro. Lutamos tanto para mantermo-nos vivos, a medicina só evoluiu tanto para nos fazer durar cara vez mais, por que com animais não fazemos o mesmo?

Acho que não teria coragem de “desligar os aparelhos” de uma pessoa. Talvez porque eu me apego demais a todos ou, quem sabe, isso seja realmente errado.

Seria apenas egoísmo não querer que alguém morra?

I’m yours McDonald’s version

Eu nem sei quem é Jason Mraz, mas conheci, o que penso ser a música mais conhecida dele, na aula de Inglês da faculdade. Aqueles exercícios simples de fill the gaps e etc.

Daí que a música (I’m Yours) até é bonitinha. Daquelas “pegativas” que grudam na cabeça. Ou não, porque eu tinha esquecido que música era até assistir esse vídeo.

Uma paródia da música I’m Yours de Jason Marz para fazer um pedido no McDonald’s. O mais impressionante foi a quantidade de coisas que eles pediram. E pagaram só 35 dólares. Com 35 dólares aqui eu compro só 4 número 1.

O menino do pijama listrado

Ano passado, em um de meus acessos de consumismo (culpa de newsletters promocionais), enquanto procurava alguns livros para comprar (abaixo de R$20) no site da Saraiva (somente se o frete for grátis) vi a capa d’O menino do pijama listrado e pensei “que bonitinho.. vou comprar!”.

Não lembro se li a sinopse ou um trecho do livro ou qualquer outra referência sobre, lembro apenas de gostar da capa e ficar curiosa em saber do que se tratava o livro. Sim, eu compro vários livros somente pela capa e/ou crítica. Não que eu ache que alguém, principalmente um não-escritor, tenha o direito de dizer o que é bom ou não para ser lido e levar em conta um livro só porque é um best-seller é simplesmente estúpido, visto que best-seller nada mais é do que “mais vendido”. E todos sabem que só porque algo faz extremo sucesso não quer dizer que seja bom ou eu vá gostar (o que dá na mesma). Vivo promentendo a mim mesma que não vou me deixar influenciar pelas capas ou pelos apelos da mídia nas minhas próximas aquisições, mas como a promessa é pra mim, tudo bem. Eu vivo me decepcionando por outros motivos, comprar livros ruins não seria o pior deles.

Voltando… Comprei o livro com mais alguns, dentre eles Eu sei que vou te amar, do Arnaldo Jabor. Só citei o livro pra dizer que essa aquisição foi um exemplo de indução por aparência/história precedente/crítica. Nao gostei. Mas livros não se jogam fora e o meu sonho é ter uma biblioteca igual a da Fera no desenho A bela e a fera, da Disney. Quem não assistiu não teve infância. Ou, é muito novo. O que é vergonhoso de qualquer maneira, já que os jovens de hoje são acéfalos.

Voltando²… O livro é simplesmente fantástico! Como se fosse uma narrativa feita pela criança, Bruno, filho de um militar nazista. A história é envolvente, comovente, inteligente e tristemente linda. Ou lindamente triste. (Adoro essas inversões de palavras que não alteram o sentido da frase)

Os exageros nas palavras e nos sentimentos expressados fazem com que o livro se torne simplesmente curto demais para nosso deleite. “Melhores amigos da minha vida toda”, “futuro previsível”, “a empregada muito bem paga”, “o caso perdido” e “proibido entrar em todos os momentos sem exceção” são só algumas da expressões repetidas inúmeras vezes no livro, demonstrando a inocência do ponto de vista de Bruno.

Semana passada assisti ao filme. Talvez eu tenha criado expectativas demais, talvez eu tenha gostado tanto do livro que lembro de quase tudo e quisesse ver o mesmo no cinema. Sei que fazer um filme de um livro não é tarefa fácil, até porque o tempo é curto e fazer cenas cheias de detalhes torne a obra maçante, mas não gostei. O filme não chega a um terço do que foi o livro.

De início pensei que eu estava sendo.. sei lá, neurótica, preconceituosa. Tentei avaliar o filme de outro ponto de vista. No caso, de alguém que não leu o livro, e mesmo assim, não vi tanta graça. A lista de Schindler é mais comovente do que O menino do pijama listrado se formos comparar filmes que falam sobre nazismo.

Quando cheguei ao final do livro me senti triste. Quando acabei de ver o filme também.

Fiquei triste porque o livro é tão gostoso de ler e tão breve. E triste porque o filme não faz jus ao maravilhoso texto de John Boyne. Falta a sutileza do texto escrito na representação.

“Sem falar no fato de que ele estava sempre com a mãe na sala de estar fazendo piadas, das quais ela ria mais do que das piadas do pai.

(…)

Além disso, sempre que o pai era chamado a Berlim para uma viagem e passava a noite fora, o tenente ficava na casa como se estivesse no comando: estava lá quando Bruno ia para a cama e estava de volta pela manhã, antes mesmo de o menino acordar.”

Pode ser que uma imagem valha mais do que mil palavras, mas nesse caso, as mil palavras valeram mais do que a imagem.

Sobre The Sims

Se tem um jogo que eu adoooro é The Sims.

Comecei a jogar em 2000 e alguma coisa, não muito tempo antes de sair o The Sims 2. Achava lindo aqueles bonequinhos em 2D que não tinham expressão, não envelheciam e não tinham articulações nos braços ou pernas. Rodava em qualquer computador (menos no meu, um Compaq Presario 5220) e somente por isso eu demorei tanto pra começar a jogar e não joguei o tanto que queria.

Era fantástico construir casinhas (que mais pareciam caixotes, devido à minha falta de criatividade arquitetônica), escolher aquela Sim com a cara da Laura Caixão ou aquela meio clubber, com cabelo na cor ciano e duas chuquinhas. Personalização quase não existia em termos das características “humanas”.

Na minha concepção, The Sims foi lançado inacabado. Tenho certeza de que era só um esboço. Tanto que ao instalar o The Sims 2 há um quiz para responder enquanto se espera a instalação terminar (e demorava, porque eram uns 4 CDs), e uma das perguntas era sobre a real intenção da criação do TS. Não tinha nada a ver com simulação de vida, era mais como alguma coisa relacionada a um projeto arquitetônico. Que deixava muito a desejar, haha. Vai ver que foi por medo de lançar mais um jogo inacabado que eles adiaram o lançamento do The Sims 3 em 4 meses. Ou foi só pra estragar o prazer de ter um jogo ultra-mega-esperado lançado no dia do meu aniversário ¬¬.

Mas voltando… Foi aí que algo fantástico aconteceu! Em 2004 lançaram o The Sims 2. Lembro que quando comprei o jogo, fiz minha Sim, comprei uma casa e me preocupei muito pouco com as inúmeras novas possibilidades de decoração e construção, passei os 3 primeiros dias jogando com o zoom na cara da Sim. Olhando ela mastigar o Sanduíche de Queijo Grelhado e segurar o garfo que nem um mendigo. Achava lindo quando ela levantava após almoçar e peidava. E o Oba-Oba? Finalmente as crianças nasceriam e cresceriam, não seriam aqueles anões irritantes pra sempre.

A clubber sumiu, mas as opções de personalização ficaram quase perfeitas! Podia-se escolher a maquiagem, a cor do cabelo, o corte do cabelo, uma série de coisas e mais a Aspiração do Sim, que é, basicamente, o que ele quer fazer da vida. Haviam roupas e muitas outras coisas. Mas a melhor coisa que descobri foi os sites com conteúdo personalizado para download. Foi a alegria da minha vida, passava dias e dias baixando tudo que eu visse e achasse que, talvez, quem sabe um dia eu fosse usar de alguma maneira dentro do jogo. Essa neurose me rendeu 12GB só de conteúdo baixado. O mesmo tanto que o The Sims 2 + todas as expansões instalados.

Descobri hacks, mods e uma série de “coisas” que poderiam modificar o jogo a meu bel-prazer. Como adolescentes poderem fazer sexo e se relacionar com adultos. Adolescentes engravidarem! Chance de engravidar no Oba-Oba, não somente na opção “Tentar fazer um bebê“. Ter trigêmeos, quem sabe até quadrigêmeos! Computadores que me deixavam comprar roupas sem precisar ir até os lotes, porque o grande problema do The Sims 2 sempre foi a demora em carregar o jogo (especialmente se você tem todas as expansões e muitos downloads), a demora em carregar as famílias (em casas grandes com mais de 10 membros e com muitos objetos personalizados) e a demora no carregamento de outros lotes. Por isso, sair de casa no The Sims 2 era um saco!

O que aparentemente foi resolvido no The Sims 3, já que a vizinhança é “viva”, acontece ao mesmo tempo em você joga com uma família. Há a possibilidade de clicar num botão e ter a visão da cidade inteira e ir aonde se deseja. De carro, táxi, bicicleta ou até correndo. As opções de personalização do Sim tanto em características físicas quanto psicológicas ficaram muito mais elaboradas. Agora a atenção não se dá somente às necessidades fisiológicas de cada personagem, se dá também aos desejos concordantes com suas características pré-definidas.

Como sempre, existem aquelas diferenças que não gostei. No The Sims 2 eu achei tudo perfeito em comparação ao 1, claro, o 1 era tipo um croqui. Mas no 3 achei os Sims com cara de bolacha Trakinas. Pode-se personalizar mil coisas, mas eles parecem feitos de massinha de modelar e por mais que modifique os traços, eles ficam com aquela cara rechonchuda.

Não é possível comprar milhões de roupas para guardar no armário, o que consegui foi selecionar 3 roupas diferentes para cada ocasião (formal, casual, pijama, etc) diretamente no armário. Mas sei lá se isso vai ser assim, porque não tenho certeza se a versão que joguei é a final ou ainda era beta.

Para visualizar o resto do lote/cidade não adianta mais só arrastar o mouse para os cantos da tela. Isso eu achei HORRÃVEL. Para mover é preciso apertar o botão direito do mouse, ou usar as setinhas do teclado, ou A, W, S, D.

Ainda não entendi como faz pra mexer na textura dos objetos e papéis de parede, parece bem confuso em relação ao 2 os menus. Primeiro porque existem 375 zilhões de menus e depois que a mobília foi separada de maneira diferente.

Ainda acho que o menuzinho se parece muito com o do The Sims 1.

De qualquer maneira, acho que ainda prefiro o The Sims 2. Não dá tanto trabalho cuidar de nenês, já tenho uns 16 filhos na minha família preferida (eu e meu namorado), é bem mais fácil conseguir dinheiro e menos estranho o modo construção.

Vou ter os dois instalados aqui, mas quando acabar a graça de descobrir as novidades do 3, tenho certeza que vou continuar com o 2.

Adorei as caras de mau-humor deles e principalmente a de dor quando a mulher vai parir.