Ok. Todo mundo sabe que a nossa pupila se contrai pra regular o tanto de luz que vai alcançar a retina. Quem é que nunca parou bem perto do espelho do banheiro e acendeu a luz pra ver a bolinha preta do olho fechando? O nosso olho se adapta às diferentes intensidade de luz o tempo todo.
Vou tomar de exemplo uma foto. Imagine os quadros (as ‘fotos’ que compõe um filme) da nossa visão; cada um deles é uma foto. Toda foto tem partes mais claras e mais escuras. Uma forma de regular o que vai ser o preto e o branco absoluto é mudando a abertura do diafragma (a pupila) e o tempo de exposição do filme (a retina) à luz (a imagem ‘real’). Conforme essa regulagem for, o branco fica mais branco ou o preto fica mais preto. Quanto menor o tempo de exposição e abertura do diafragma, mais escura a foto fica. Do contrário, a luz queima o filme por menos tempo e com menos intensidade. Deu pra entender como se faz uma imagem mais escura e uma mais clara?
Uma imagem é composta por tons de preto, cinza e branco (shadows, midtones, highlights), que mudam conforme a exposição e a abertura. Ou seja: você vê mais detalhes do que é branco numa imagem sub-exposta e detalhes escuros numa super-exposta.
O que encanta os poucos que conhecem as imagens em HDR (high dynamic range - “alto alcance dinâmico”) é que uma imagem pode apresentar características de uma imagem sub-exposta, exposição normal e super-exposta, tendo assim os detalhes dos tons de preto, cinza e branco, ao mesmo tempo.
Pra isso, o processo pode parecer complicado, mas nada que um pouco de empenho não resolva. Tira-se uma foto de baixa exposição, uma de média (normal) e uma super-exposta. Depois, ajusta-se essa imagem com um software específico, desenhado pra fazer o mapeamento dos tons de preto, branco e cinza. As cores são definidas tanto pela imagem quanto pelo usuário, numa forma intuitiva e simples, porém detalhada. Os resultados obtidos são fantásticos, e às vezes surreais.


